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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Nota de Pesar - Dr. Francisco de Assis Timóteo Rodrigues

Nota de Pesar


A SBEC comunica com muito pesar o falecimento do Sócio, o Dr. Francisco de Assis Timóteo Rodrigues, grande pesquisador e estudioso da temática do cangaço, da cidade de Triunfo.


Benedito Vasconcelos
Presidente

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Conheça a nova diretoria da SBEC


Presidente:
Benedito Vasconcelos Mendes

Vice-Presidente:
Paulo Medeiros Gastão

Secretário:
Geraldo Maia do Nascimento

Tesoureiro:
Antônio Clauder Alves Arcanjo

Suplente de Secretário:
Rubervânio Cruz Lima

Suplente de Tesoureiro:
Maria do Socorro Cavalcanti


CONSELHO CONSULTIVO:
Francisco Honório de Medeiros Filho



Francisco Pereira Lima


Susana Goretti Lima Leite


Ana Lúcia Granja de Souza



Manoel Severo Gurgel Barbosa

CONSELHO FISCAL


José Paulo Ferreira de Moura


Leandro Cardoso Fernandes

Alessandro Santos Monteiro


Jairo Luiz Oliveira



Ângelo Osmiro Barreto.

Mossoró-Maio de 2014

Benedito Vasconcelos Mendes
Presidente - SBEC

Fonte: http://blogdomendesemendes.blogspot.com

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Posse da nova diretoria da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (Mossoró-RN)

A SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço tem a frente sua nova diretoria, presidida por Benedito Vasconcelos, que tomou posse a partir dessa data, em eleição no XVI Fórum do Cangaço, na cidade de Mossoró- RN.



Confira os nomes da nova diretoria:

Presidente: Benedito Vasconcelos Mendes
Vice-Presidente: Paulo Medeiros Gastão
Secretário: Geraldo Maia do Nascimento
Tesoureiro: Antônio Clauder Alves Arcanjo
Suplente de Secretário: Rubervânio Cruz Lima
Suplente de Tesoureiro: Maria do Socorro Cavalcanti

CONSELHO CONSULTIVO 
Francisco Honório de Medeiros Filho
Francisco Pereira Lima
Susana Goretti Lima Leite
Ana Lúcia Granja de Souza
Manoel Severo Gurgel Barbosa

CONSELHO FISCAL
José Paulo Ferreira de Moura
Leandro Cardoso Fernandes
Alessandro Santos Monteiro
Jairo Luiz Oliveira
Ângelo Osmiro Barreto

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Nota de falecimento - Neco de Pautilha

Sr. Presidente e demais confrades da SBEC.
Temos a tristeza de informar que nosso confrade (Sócio Honorário) MANOEL CAVALCANTI DE SOUZA - Neco de Pautília, faleceu neste último dia 29, em Floresta-PE.

NECO DE PAUTÍLIA era um dos últimos Volantes Nazarenos e já contava com mais de 100 anos.
Em 2012 publicou seu livro de memórias, onde contava sua passagem pelas Volentes de PE e BA, onde esteve em combate contra grupos de cangaceiros do bando de lampião.

Desejamos paz pra sua alma e condolências à Família.



    Kydelmir Dantas

Convocação para Eleição da Diretoria e Conselhos da SBEC


SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DO CANGAÇO – SBEC
CNPJ: 07.220.746/0001-50
Endereço: Museu Histórico  Lauro da Escóssia
Praça Antônio Gomes, S/N. CEP. 59610-150 - Mossoró/RN
Endereço eletrônico: http://www.sbecbr.com
Email: sbecbr@gmail.com.br

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA PARA ELEIÇÃO DA DIRETORIA, CONSELHO CONSULTIVO E CONSELHO FISCAL DA SBEC - SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DO CANGAÇO.

A SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, com sede nesta cidade, sito praça Antônio Gomes, s/n, CEP. 59.610-150, Centro, através da Comissão Eleitoral, devidamente representada por seu presidente, o Sr. Jarino de Souza Rolim, CONVOCA através do presente edital, todos os associados para Assembléia Geral Ordinária, que será realizada no Auditório da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais – FAFIC da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte –UERN, às 08:00 horas do dia 04 de junho de 2014, com a seguinte ordem do dia:
1 – Eleição da Diretoria, Conselho Consultivo e Conselho Fiscal da SBEC – Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, para o biênio 2014 – 2016, em cumprimento ao disposto no Parágrafo Único do Artigo 9º do Estatuto da SBEC.
2 – A Assembléia Geral instalar-se-á em primeira convocação com a presença de pelo menos dois terços dos integrantes da Assembléia Geral e em segunda convocação, trinta minutos após, com qualquer número dos sócios, conforme previsto no § 1º do Artigo 23º.

Mossoró/RN 20 de maio de 2014.


_______________________________________
Jarino de Souza Rolim
Presidente

________________________________________
Roosevelt Martins de Lacerda
Membro
_________________________________________
Manoel Alves do Nascimento
Membro

segunda-feira, 24 de março de 2014

Informações sobre reunião para o IV Congresso Nacional do Cangaço


IV CONGRESSO NACIONAL DO CANGAÇO


Reunião de trabalho
Cidade: Fortaleza/Ce
Local: Shopping Del Passeio
Data: 22/03/2104

Pauta: IV Congresso Nacional do Cangaço
        

Presentes:
Lemuel Rodrigues da Silva. Benedito Vasconcelos Mendes, Leandro Cardoso Fernandes, Paulo Medeiros Gastão, Aderbal Nogueira, Ângelo Osmiro Barreto, Antônio Tomaz Cisne Mesquita, Joaquim Afrânio Gomes Mesquita e Ezequias Menezes Aguiar.

Na ocasião o presidente apresentou o esboço da proposta para o IV Congresso Nacional do Cangaço que terá como sede a cidade de São Raimundo Nonato no Piaui. Dentre os pontos discutidos, destacaram-se: estrutura física; orçamento e apoios institucionais para o evento.
Leandro Cardoso Fernandes, representando o Estado do Piauí – sede do IV CNC – confirmou as parcerias com as Instituições de Ensino Superior: UESPI, UFPI, IFPI e UNIVASF e da Fundação Museu do Homem Americano, ficando definido também como local das atividades o Campus do Instituto Federal do Piaui.
Como encaminhamento foi decidido uma segunda reunião para a cidade de São Raimundo Nonato no mês de outubro, onde serão definidas as comissões de trabalho, os temas das mesas redondas e os palestrantes e conferencistas. No período de março a outubro/2013 os membros da comissão organizadora estarão sempre em contato via e-mail no intuito de tomar as providências necessárias para o bom andamento do processo.
A diretoria da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço agradece a participação do GECC – Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará, pelo apoio e participação na reunião de Fortaleza e ao IV Congresso Nacional do Cangaço.

domingo, 27 de outubro de 2013

Sede do IV Congresso Nacional do Cangaço‏



Em reunião na cidade de Vitória da Conquista - na ocasião do III CNC - a SBEC decidiu pela cidade de São Raimundo Nonato no Piaui como sede do IV Congresso Nacional do Cangaço.
O evento deverá ocorrer na última semana do mês de outubro de 2015.

A diretoria parabeniza São Raimundo Nonato e desde já convida todos os sócios e amigos a se engajarem nesta luta.

Abraços,
Diretoria da SBEC

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Boas Festas e Sucesso em 2013

Caros(as) Sócios(as) e Amigos(as)

A Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço - SBEC agradece o apoio recebido por todos em 2012 e deseja êxitos a todos e todas que estudam nossa História, marcada por temáticas das mais relevantes: Cangaço, Religiosidade, Folclore, Música, Cordel, dentre tantas.
Continuemos assim, sempre em busca de novos desafios, construindo e reconstruindo nossa História para o crescimento e fortalecimento de nossa entidade.


Fraterno abraço
Diretoria
Biênio 2012-2014

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Lançamento do livro Benjamin Abrahão entre Anjos e Cangaceiros do escritor Frederico Pernambucano de Mello




GECC (Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará) informa:
 
Lançamento do livro Benjamin Abrahão entre Anjos e Cangaceiros do escritor Frederico Pernambucano de Mello
Quinta-feira dia 12 de dezembro de 2012. 
 
Atenciosamente

Angelo Osmiro Barreto
Fortaleza-CE
 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

RAIBRITO - Cai mais um baluarte da Cultura Potiguar‏

SÓCIOS E AMIGOS,

A SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DO CANGAÇO - SBEC,
Comunica a todos o falecimento do sócio fundador da entidade RAIMUNDO SOARES DE BRITO,
ocorrido hoje na cidade de Natal/Rn.
O corpo será velado no Salão Marieta Lima da Biblioteca Ney Pontes Duarte na cidade de Mossoró/RN
Nossos pêsames aos familiares e amigos de RAIBRITO, como era carinhosamente chamado.

Lemuel Rodrigues da Silva
Presidente




RAIBRITO

RAIMUNDO SOARES DE BRITO – Nasceu no dia 23 de abril de 1920, na cidade de Caraúbas - RN. Filho de José Soares de Brito e Raimunda Saúl da Costa. Casado com Dinorah Brito, pais de Socorro Brito de Figueiredo e ‘adotivos’ do sobrinho Marcos Antonio.
Começou sua vida profissional como comerciante, e ingressou na vida pública como Agente de Estatística; posteriormente foi agente postal dos Correios e Telégrafos, Diretor do Museu Municipal de Mossoró e da Biblioteca Pública Ney Pontes Duarte; historiador, pesquisador, palestrante e conferencista.
Sócio das seguintes entidades culturais:
·         Instituto Cultural do Oeste Potiguar – ICOP;
·         Academia Mossoroense de Letras – AMOL;
·         Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte – IHGRN;
  • Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço – SBEC;
·         Membro Honorário da Academia de Letras de Uruguaiana – RS.

LIVROS PUBLICADOS:
  • Notícia biográfica de alguns patronos de ruas de Mossoró. ESAM, 1978.
  • Estudos de História do Oeste Potiguar. ESAM, 1979.
  • Alferes Teófilo Olegário de Brito Guerra - Um memorialista esquecido. 1980.
  • Uma viagem pelo arquivo epistolar de Adauto Câmara. 1981.
  • Pioneiros da História da Indústria e Comércio do Oeste Potiguar. ESAM/FGD, 1982. 
  • Indústria e Comércio do Oeste Potiguar – Um pouco de história. ESAM/FGD, 1982.
  • Legislativo e Executivo de Mossoró numa viagem mais que centenária. ESAM/FGD, 1985.
  • Luiz da Câmara Cascudo e a Batalha da Cultura. FVR/CM.
  • Apostila do Afeto: Câmara Cascudo. FVR/CM.
  • Notas genealógicas sobre a família de Dona Amélia de Souza Melo Galvão. PMM/SEC, 1982.
·         Nas garras de Lampião (Diário do Coronel Gurgel) - (1996).
·         Ruas e Patronos de Mossoró (Dicionário). FVR/CM.
·         Eu, Ego e os Outros (Memórias de Tipos Populares). Editora Queima-Bucha / Petrobras.
·         AMOL – Seus Patronos e Acadêmicos. Editora Queima-Bucha / Petrobras.

Faleceu em Natal – RN, neste dia 27 de novembro de 2012.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Novo livro “Cangaceiros de Lampião de A a Z”, de Bismarck Martins


Segue um pouco do Prefacio, feito pelo querido sócio, o professor Pereira.



A História Nordestina é extraordinária. Está recheada de fatos marcantes, como a revolução Pernambucana em 1817; Confederação do Equador em 1824; Pedra Bonita em 1838; as ações humanitárias de Padre Ibiapina, na segunda metade do século XIX; a Guerra de Canudos em 1897; a Sedição de Juazeiro 1914; Caldeirão em 1936, entre outros. 

Dentro desse contexto histórico, insere-se o fenômeno do Cangaço e temas afins, em partes do interior de sete estados nordestinos: Paraíba, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia, Sergipe e Alagoas, que apesar de ter se manifestado desde do final do século XVIII,com Cabeleira e início do século XIX, com Luca da Feira, apenas, a partir de meados do século XIX, com os grupos dos Guabirabas, Viriatos, Calandros e outros, é que se manifestou mais intensamente. Mas, foi com os grupos de Jesuíno Brilhante, Antônio Silvino, Sinhô Pereira e Lampião, que o cangaço se concretizou com todas as suas características. 
Recebi com alegria e satisfação, o convite e a confiança do pesquisador e escritor Bismarck Martins de Oliveira para prefaciar o seu livro “Cangaceiros de Lampião de A a Z”. Um trabalho extraordinário de pesquisa, garimpagem de informações, notas, datas, locais e localidades, dados genealógicos necessários à concretização e efetivações deste importante obra.


Francisco Pereira Lima
Professor e pesquisador  do cangaço
 Membro da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço 


Título: Cangaceiros de LAMPIÃO  de A a Z
Total de Pág.: 308
Autor: Bismarck Martins de Oliveira
Lançamento: Dia 29/11/2012
Local : Sebo Cultural
Rua dos Tabajaras, 848 - Centro - João Pessoa - PB
Tel. 83 3222 4438(SEBO)

sábado, 3 de novembro de 2012

Nota de Falecimento



Todos os sócios, sócias,
É com pesar que comunicamos o falecimento do sócio ALCINO ALVES DA COSTA.
Aos familiares enviamos nossa palavra de conforto.
A perda para nossa entidade é muito grande, haja vista ter sempre sido um vigoroso defensor da entidade.

Saudações,
Lemuel Rodrigues da Silva

terça-feira, 5 de junho de 2012

ASSEMBLÉIA GERAL - C O N V O C A Ç Ã O

ASSEMBLÉIA GERAL

C O N V O C A Ç Ã O

O Presidente da Sociedade Brasileira de Estudos do cangaço – SBEC, no uso de suas atribuições legais e regimentais, CONVOCA todos os associados para Assembléia Geral Extraordinária, que se realizará no Auditório da Universidade Potiguar – UnP, sito, Av. João da Escóssia, 1561, Nova Betânia, Mossoró/RN, no dia 13 de junho de 2012, quarta-feira, em primeira convocação com pelo menos dois terços dos associados às 8:30h e, em segunda convocação, trinta (30) minutos após, com maioria simples dos sócios.
para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia:

1) Prestação de contas da gestão 2010-2012
2) Eleição para diretoria do biênio 2012-2014
3) Eleição para o Conselho Consultivo;
4) Eleição para o Conselho Fiscal;
5) Encaminhamentos.


      Mossoró (RN), 04 de junho de 2012.


Lemuel Rodrigues da Silva
Presidente

quinta-feira, 12 de abril de 2012

AVISO: RECADASTRAMENTO e INDICAÇÃO DE NOVOS SÓCIOS‏

Caros sócios e amigos,

Dando continuidade ao levantamento dos sócios da nossa entidade com o objetivo de conhecer o perfil de cada um e assim facilitar as indicações para palestras, conferências e outras participações em eventos apoiados ou organizados pela SBEC, solicitamos àqueles que NÃO fizerem o recadastramento em 2011 que o faça em 2012.

O formulário RECADASTRAMENTO DOS SÓCIOS DA SBEC - RSS estará disponível em breve no endereço www.sbecbr.com

O prazo para recadastramento se estenderá até o dia 06 de junho do corrente ano.

Informamos também que a diretoria estará recebendo propostas de indicação para novos associados até o dia 10 de maio do corrente ano conforme previsto no estatuto da entidade:

Artigo 4º - São sócios efetivos:
b) os indicados por um sócio adimplente, fundador ou efetivo, mediante aprovação da diretoria na forma do Artigo 15º, Inciso V.
Parágrafo único. Após a aprovação pela diretoria o candidato será empossado em Assembléia Geral ou evento promovido e ou apoiado pela SBEC.


Pedimos a todos que divulguem o email e que colaborem com nossa entidade.

Em breve estaremos divulgando programação do XIV Fórum do Cangaço.

Abraço a todos e todas,
Lemuel Rodrigues da Silva

terça-feira, 20 de março de 2012

Alcino Alves sofre AVC

o escritor Alcino Alves Costa sofre AVC e se encontra internado em Aracaju na UTI.
fica aqui minhas orações para que o nobre amigo se recupere mais uma vez e que retorne rápido para nosso convívio diário.
Muita força e luz.
Alcino: Um dos maiores pesquisadores do cangaço.
Subindo uma pedreira na Maranduba, Alcino acabou cortando um dos braços e na foto estamos justamente mostrando a parte que sangra.
Alcino sempre com um sorriso no rosto e sua forte capacidade de ganhar amigos
"O Caipira de Poço Redondo" é uma sumidade no meio dos pesquisadores e escritores do cangaço.
um amigo que nunca se aparta
o abraço que faz falta

--
Postado por João de Sousa Lima em seu blog

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Alcino Alves, força e saúde, meu amigo


Caros Sócios e amigos,
O nosso amigo Alcino está em tratamento de saúde.
Vamos todos formar uma corrente de solidariedade em prol do restabelecimento da saúde do nosso querido amigo.
Alcino, todos que fazem a SBEC estão como as mãos erguidas pedindo ao todo poderoso pela sua recuperação.
 
Força e energia para Alcino,
Abraços,
Lemuel Rodrigues da Silva 


_______________________________________________________________________

Meu querido "papai" do cangaço, Alcino Alves, esse matuto aqui está orando e te mandando um monte de força, meu amigo, nessa empreitada aí...

Volta dessa cirurgia bom todo, pra seguirmos lutando com papo-amarelo e parabelum, em favor da história do Cangaço, meu mestre.

Cumpanheiros Vilela, Capitão Alcino e Rubinho

Rubinho Lima

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Descobertas do Cangaço

Maria já era centenária desde 2010, e não nasceu no dia internacional da Mulher

Comemorando 3 anos de atividade apresentamos o primeiro resultado de uma minuciosa pesquisa gentilmente cedida pelo seu autor nosso amigo e confrade Voldi Ribeiro na ocasião do ultimo Cariri Cangaço.

Voldi, mais um dos C.S.I. do cangaço

A presente Nota Prévia tem como objetivo dar conhecimento público aos seguidores do Blog Lampião Aceso da localização e do registro do ASSENTAMENTO DO BATISMO de MARIA BONITA contendo a exata indicação das datas: de realização da cerimônia religiosa e do seu nascimento.

Resultado de pesquisa documental e oral, operada a partir de abril de 2011, quando da realização do III Seminário do Centenário de Maria Bonita, promovido pela Prefeitura de Paulo Afonso-BA e, principalmente, realização da exposição Maria Bonita em Nós, promovida pela empresa Cria Ação Comunicação e Arte Ltda., sob a curatela e criação do padre Celso Anunciação, que contou também com a nossa assessoria técnica.

Uma questão muito emblemática para todos, incluindo muitos pesquisadores e historiadores, era a exata confirmação da data de nascimento de Maria Bonita. As imprecisões começavam quando comparávamos: para Virgulino Ferreira da Silva, o capitão Lampião, se encontrou o assentamento do batismo católico e o registro civil de nascimento – é mister que se esclareça – desencontrados em datas, meses e anos. Contudo todos os estudiosos consensam ser o ano de 1898 com o do seu nascimento.

A pergunta que não calava era: por que para Maria Bonita só nos restaram imprecisões de anos ou a única indicação de data, mês e ano - 08 de março de 1911 – sem que se tenha apresentada qualquer evidência documental?

1. Os Registros Históricos do Nascimento de Maria Bonita na Voz dos Autores.

O quadro a seguir sintetiza de modo rápido as diversas indicações quanto à data de nascimento de Maria Bonita:

A primeira indicação da data somente foi encontrada na 9a referência, contida no livro “O Espinho do Quipá – Lampião, a História”, publicado em 1997, 87 anos após seu nascimento e, coincidentemente, 60 anos após sua morte, contudo sem prova documental. Esta constatação, portanto, é o que despertou e moveu nosso interesse em desvendar tão logo e grande mistério da historiografia do Cangaço.

Com o apoio e direta colaboração de Celso Anunciação, com o qual tivemos acesso aos registros eclesiásticos da Paróquia de São João Batista de Jeremoabo e também da Paróquia de Santo Antônio da Glória, cujos livros se encontram arquivados na Cúria Diocesana da atual Diocese de Paulo Afonso-BA.

Justiça seja feita. Com relação a Celso Anunciação, por mais insistência que tenha sido feita à co-autoria da presente Nota Prévia e do futuro livro a ser concluído em brevíssimo tempo, respeitando sua vontade não posso deixar de afirma que sem sua direta colaboração, possivelmente perderíamos a chance de encontrar o assentamento de batismo de Maria Bonita. Os livros consultados se encontram por demais comprometidos tanto na conservação quanto no factível dando físico se forem manuseados.

Também não posso suprimir a providencial orientação e anuência prévia do resultado desta pesquisa, obtida com o grande historiador e amigo pessoal Frederico Pernambucano de Mello.

2. A Missiva de 1971 ao Bispado de Bonfim

A terceira referência que faz referência ao ano do nascimento de Maria Bonita se encontra no registro do pesquisador Antônio Amaury Corrêa de Araújo, quando no ano de 1971, uma missiva foi remetida à sede do Bispado de Bonfim no estado da Bahia, endereçada ao padre Vicente O. Coutinho, referido como secretário do citado Bispado (Diocese). Esta missiva é de particular importância no presente estudo. Os termos da mesma demonstram a busca pelas informações do pesquisador referido.

Não é de se estranhar que após 40 anos, em 2011, se tenha encontrado a carta datada de 16 de março de 1971, aparentemente sem resposta daquele Bispado, com os seguintes dizeres conforme fac-símile a seguir:
Frente

 Verso

É explicável o motivo pelo qual não tenha havido resposta à missiva de Antônio Amaury por parte do Bispado de Senhor do Bonfim/BA, senão vejamos: há a imprecisa indicação dos nomes próprios do pai e da mãe e de Maria Bonita. Nada de mensurar criticamente o pesquisador. Na época, é de se imaginar com os dados disponíveis, que qualquer um poderia cometer tais equívocos. Vale, no entanto a intenção positiva do pesquisador hoje já consagrado.

3. Registros das Paróquias de Santo Antônio da Glória e de São João Batista de Jeremoabo e dos Cartórios do Registro Civil de Santo Antônio da Glória e de Jeremoabo/BA.

Dado o precário estado de conservação em que se encontram os livros consultados a pesquisa, além de difícil requereu a adoção de cuidados especiais para que os registros não fossem danificados.

Os registros paroquiais consultados foram os seguintes: assentamentos de batismos do período compreendido entre os anos de 1901 a 1922 e para os assentamentos de casamentos do período compreendido entre os anos de 1907 a 1940.

Os registros cartoriais e civis consultados foram os seguintes: termos de nascimentos do período de 1902 a 1937 e para os termos de casamento do período de 1900 a 1940.

4. O assentamento de Batismo.

Nas primeiras consultas foi identificado o que veio no final da pesquisa a ser confirmado como o Assentamento de Batismo de Maria Bonita, encontrado na Paróquia de São João Batista de Jeremoabo no Livro do período de 1909 a 1915, de número 04 e na folha 30 verso, conforme se encontram a seguir a imagem em substrato da folha fotografada e a Certidão emitida em 22 de agosto de 2011:



Imagem fotografada em substrato da folha pelo autor.
Transcrição


Na consulta ficou evidenciada a utilização dos termos “filha (o) legítima (o)” somente quando compareciam à cerimônia do batismo o pai e a mãe respectivamente.

Quando ocorria de comparecer à cerimônia apenas a mãe os termos utilizados eram “filha (o) natural”. Não foi encontrado nenhum assentamento de batismo com o comparecimento somente do pai.
Estes formatos de registros nos assentamentos de batismos são comuns nos livros consultados com distintos párocos e períodos.

Imagem da certidão escaneada na íntegra.








As confirmações encontradas podem ser assim relacionadas:

a. A coincidência do nome civil da mãe, Dona Déa – Maria Joaquina da Conceição”;
b. A celebração da festa religiosa anual consagrada a Nossa Senhora das Dores realizada no arruado de Santa Brígida, no mês de setembro, quando o vigário da paróquia de Santo Antônio de Jeremoabo, em período denominado “desobriga” atendia às celebrações religiosas de missas, batismos e casamentos. Confirmação obtida com entrevista realizada com Ozéas Gomes de Oliveira (irmão mais novo de Maria Bonita) e sua esposa Dona Abelízia, quando em visita realizada na sua residência na Malhada da Caiçara;
c. Confirmação obtida com a Sra. Abelízia, esposa de Ozéas, da existência passada de um cidadão denominado “AGRIPINO”, morador do Sítio do Taráe, localidade vizinha à Malhada da Caiçara;
d. A não identificação nos assentamentos de batismos pesquisados nas Paróquias de Santo Antônio da Glória e São João Batista de Jeremoabo, de nenhum registro que indicasse qualquer semelhança com o registro encontrado e fotografado e a certidão emitida e assinada pelo Padre José Ramos Neves;
e. A não identificação dos registros civis dos termos de nascimentos dos cartórios de dos municípios de Santo Antônio da Glória-BA e Jeremoabo-BA, de nenhum registro que indicasse qualquer semelhança com o registro encontrado e fotografado e a certidão emitida e assinada pelo Padre José Ramos Neves.
5. Breve Conclusão.

Dada a evidência do Registro e da Certidão extraída e das confirmações relacionadas, bem como de se ter também encontrado o assentamento do casamento de Edvaldo Ferreira Dias e Joanna Maria d’Oliveira (irmã de Maria Bonita), realizado não na Matriz, no dia 18 de abril de 1936, pelo Vigário e Padre José Magalhães e Souza da Paróquia de São João Batista de Jeremoabo, se pode afirmar com segurança que MARIA BONITA NASCEU AOS 17 DE JANEIRO DE 1910.

As conclusões e outras possiveis novidades estarão impressas no nosso trabalho que se encontra no prelo, aproveitamos para apresentar a capa deste.



Crato, Ceará, 22 de setembro de 2011.
Voldi de Moura Ribeiro
Sociólogo e Pesquisador

domingo, 23 de outubro de 2011

O livro de Gilmar Teixeira no Jornal do Commercio, PE



Nova luz sobre Delmiro Gouveia

Quase um século após o misterioso crime, pesquisador apresenta em livro versão inédita para a morte do homem que revolucionou a indústria no Nordeste


Delmiro lendo jornal em sua cadeira, tal qual quando foi morto

A pergunta atravessou décadas sem resposta. Entre silêncios e murmúrios, um crime sem solução, mais um, retrato de um país onde a injustiça é, muitas vezes, o único elemento indubitável. Mas o manto do mistério pode ter sido desvelado 94 anos depois. É o que garante o historiador baiano Gilmar Teixeira Santos, que mergulhou no intrigante crime e lançou à luz fatos ocultados pelas biografias anteriores. A investigação feita pelo pesquisador revela que o homicídio foi uma grande trama arquitetada por falsos amigos e rivais do homem que anteviu o Nordeste do futuro.


Os operários Róseo Morais do Nascimento e José Inácio Pia, conhecido como Jacaré, haviam sido demitidos de uma das fábricas de Delmiro duas semanas antes do crime. Pobres, foram presos e acabaram condenados pelo homicídio à pena máxima de 30 anos. Jacaré fugiu duas vezes da cadeia e foi morto em 1924 pelo coronel José Lucena, mesmo homem que matou o pai de Lampião. Róseo cumpriu 15 anos de pena, foi solto por bom comportamento e morreu de velhice em 1979. Em vida, nunca conseguiu se desfazer da pecha de assassino. Uma revisão processual, porém, inocentou a dupla mais de meio século depois, em 1983, após acreditar um álibi desprezado na época e segundo o qual ambos estavam em Sergipe no dia em que Delmiro foi eliminado. Enterrava-se ali, naquela absolvição póstuma, a principal versão sobre o crime.Outra hipótese difundida alardeava que o assassinato teria sido demandado pela Machine Cotton, empresa escocesa que havia perdido mercado com a ascensão da Companhia Agro-Fabril Mercantil, criada em 1914 por Delmiro Gouveia, a primeira na América do Sul a fabricar linhas para costura e fios para malharia. O que reforçou a possibilidade foi o fato de a Machine ter comprado a fábrica do empresário após sua morte e atirado todo o seu maquinário de um penhasco no Rio São Francisco.

“Todos os biógrafos compraram essas ideias ventiladas logo após o assassinato e ficaram repetindo isso. Ignoraram inclusive a revisão penal que inocentou antigos culpados. Na verdade, essas falsas versões foram difundidas pelos verdadeiros culpados para desviar o foco”, explica Teixeira, em entrevista por telefone ao Jornal do Commercio.

 Róseo Morais e José Inácio Pia, o "Jacaré"
Arquivo do autor não inclusa na matéria original 

O pesquisador começou a se debruçar sobre o crime sem resposta em 2008, quando realizava um documentário sobre a Usina Hidrelétrica de Angiquinho, na margem alagoana da cachoeira de Paulo Afonso, na Bahia, inaugurada por Delmiro em 1913 e que servia para fornecer energia elétrica à fábrica de linha do industrial e à vila erguida por ele na Pedra (AL), município hoje denominado Delmiro Gouveia, em homenagem ao cearense. O trabalho fora encomendado pela Fundação Delmiro Gouveia, que administra o sítio histórico.

Ao cascavilhar o acervo histórico sobre o personagem, Gilmar Teixeira encontrou informações até então ignoradas pela historiografia de Delmiro. Fotos, vídeos, cartas, inquéritos, livros, documentos, pertences e reportagens antigas de quatro revistas e 14 jornais, incluindo o Jornal do Commercio, com cerca de 30 matérias sobre o assunto. A pesquisa resultou no livro Quem matou Delmiro Gouveia?, Obra que leva o leitor de volta à cena do crime e ao jogo de interesses que levou à morte do pioneiro nordestino. Em 153 páginas, o autor garante ter descascado uma dúvida secular.

O mentor do homicídio seria o italiano Lionello Iona, sócio e administrador das empresas de Delmiro. Pouco antes de sua morte, o cearense fez um testamento que colocava Iona como tutor da herança de seus três filhos, até que eles completassem a maioridade. O europeu, que teria redigido o documento, estava enfurecido com a recusa de Delmiro à proposta de compra da fábrica de linhas feita pela Machine Cotton e estaria cansado das humilhações impostas pelo sócio. “Delmiro era um homem à frente do seu tempo, muito inteligente, mas não lia um documento. A família dele fez um escândalo na época, pois não aceitava que Iona ficasse como tutor. Noé, o filho mais velho de Delmiro, só conseguiu retomar o dinheiro aos 21 anos. Iona, então, voltou para a Itália rico. Foi tanto recurso desviado que o contador do italiano abriu um banco logo depois”, diz o historiador.

Lionello Iona, o sócio
A gana pela vantagem financeira, segundo ele, colocou o sócio como autor intelectual de um complô que envolveu cerca de dez pessoas, entre personagens influentes e cangaceiros. Teixeira cita como partícipe a influente família Torres, liderada pela baronesa Joana Vieira Sandes de Siqueira Torres, que se via ameaçada pelo poder econômico e crescente influência política de Delmiro. “Inclusive o juiz do caso era membro desta família e facilitou para que Róseo e Jacaré levassem a culpa em vez dos verdadeiros responsáveis”, afirma.

O político José Gomes de Sá teria entrado na trama pelo fato de o empresário apoiar seu maior inimigo, o coronel Aureliano Lero, que ganharia a eleição para prefeito de Jatobá de Tacaratu, atual Petrolândia. “Além disso, Zé Gomes trabalhava como fiscal de renda e foi delatado por Delmiro às autoridades por receber suborno”, observa Teixeira. Outro cúmplice seria o coronel José Rodrigues, de Piranhas (AL), latifundiário que se sentia desconfortável com a presença de Delmiro, o qual atuava também na pecuária e vendia produtos agrícolas a preços mais baixos que os convencionais.

Até Firmino Pereira, compadre de longa data de Delmiro Gouveia, é listado pelo biógrafo Gilmar Teixeira como um dos envolvidos no crime. A filha de capitão Firmino, como era conhecido na região, estaria difamada após ser seduzida por Delmiro em uma viagem ao Recife? Seu genro lhe dizia que só se casaria com a moça se o industrial fosse morto, e assim fez. De acordo com a versão do pesquisador, é Firmino, cunhado de Zé Gomes, quem contrata os cangaceiros que matarão seu amigo: Luís Padre e Sinhô Pereira, que foi o precursor de Lampião no cangaço.

Sinhô Pereira e o primo Luis Padre 

Dois outros homens teriam dado cobertura à dupla no dia do homicídio a mando de capitão Firmino. Seriam eles o fazendeiro Herculano Soares, que havia jurado vingança depois de apanhar do empresário no meio da rua, e seu cunhado Luiz dos Anjos. “Juntei as peças do quebra-cabeça. Delmiro tinha muitos inimigos. O sucesso dele incomodava muita gente. Havia um barril de pólvora pronto para explodir. Lionello Iona, seu sócio, só atiçou as outras pessoas. Foi ele quem arquitetou o plano. Existiam muitos interesses em jogo. Fizeram reuniões para definir como tudo seria”, explana o historiador.

Na noite de 10 de outubro de 1917, Delmiro Gouveia fez o que costumava fazer. Sentou-se no alpendre de seu chalé em Água Branca (AL) para ler jornal. Foi acertado por dois tiros: um no braço e o outro certeiro, no peito, varando o coração. Um terceiro disparo deixou na parede a marca da violência. Róseo e Jacaré haviam sido mandados pelos próprios mandantes do assassinato para Sergipe, sob a alegação de que fariam um serviço para o coronel Neco de Propriá. Ao chegar lá, o trabalho foi suspenso. Quando voltaram, ambos foram acusados do crime.

Chalé onde o industrial foi assassinado a tiros, em 10 de outubro de 1917 

Entre as mais de cem fotos pesquisadas por Teixeira, está uma de Luís Padre e Sinhô Pereira, tirada em 1917, na Vila da Pedra. “O que eles estavam fazendo lá?”, indaga. Numa entrevista em 1951, detalhada no livro, Róseo revelou a história de que foi chamado à mansão da família Torres poucos dias antes da morte de Delmiro e lá viu dois homens, chamados “Luís Pedro e Sebastião Pereira”, recebendo ordens. “Basta ligar os fatos para chegar aos nomes de Luís Padre e Sinhô Pereira como os executores de Delmiro”, assinala Teixeira, que diz não ser dono da verdade. Frisa que seu livro é, antes de tudo, uma interrogação a mais. Talvez um ponto final.
Edição de Segunda-Feira 17 de Outubro de 2011


Livro: Quem Matou Delmiro Gouveia?

Autor: Gilmar Teixeira
Edição do autor
152 págs.


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