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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Confira a Programação Oficial do XVI Fórum do Cangaço - Mossoró-RN


A SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço anuncia a Programação Oficial do XVI Fórum do Cangaço a se realizar na cidade de Mossoró, Rio Grande do Norte.


Tema: Cangaço e turismo numa perspectiva pedagógica e empreendedora

Mossoró/RN - 02 a 04 de junho de 2014
Local: Auditório da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais – Fafic
Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN

PROGRAMAÇÃO

Dia 02/06/14 – Segunda-feira
19h15min
Local: Auditório da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da UERN
-Solenidade de abertura


20:00h
Diplomação de novos sócios da SBEC


20:30h
Conferência de abertura
Tema: O roteiro do cangaço e a pedagogia das atividades de campo na cidade de Mossoró/RN
Conferencistas: 
Cinara Filgueira Maciel
Maria Gorete Serra Sousa 


21:30h
Programação cultural
Genildo Costa


Dia 03/06/13 – Terça-feira


19:30h
Palestra e lançamento da obra:
Título: JARARACA: memória e esquecimento nas narrativas sobre um cangaceiro de Lampião em Mossoró
Palestrante/autor: Marcilio Lima Falcão

Dia 04/06/14 – Quarta-feira


09:00h
Assembléia Geral da SBEC
Eleição e posse da diretoria para o biênio 2014-2016


19:30
Palestra e lançamento da obra:
Titulo: DOS VERSOS ÀS CENAS: 
O cangaço no folheto de cordel e no cinema
Palestrante/autor: Gilvan de Melo Santos


AGENDA COMPLETA:


26/05 a 02/06/2014: período de inscrições
Local de inscrição: Departamento de História da UERN
Taxa de inscrição: R$ 20,00
Carga horária: 16h 
02 de junho das 14:00h às 19:00h: credenciamento

02 a 04 de junho: Evento

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Abertura do III Congresso Nacional do Cangaço reúne mais de 400 pessoas


No dia 22 de outubro aconteceu, no Teatro Glauber Rocha, na UESB em Vitória da Conquista a abertura oficial do III Congresso Nacional do Cangaço, evento que a cada dois anos, tem mobilizado cada vez mais, estudante universitários interessados pela temática dos estudos do Cangaço, religiosidade, messianismo, banditismo social, dentre outros temas, trazendo essas discussões para dentro dos muros acadêmicos. Esse evento, que tem a coordenação da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço e da UESB - Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, acontece entre os dias 22 e 25 de outubro e traz, em sua programação uma série de atividades, tais como conferências, mesas-redondas, simpósios temáticos, minicursos, lançamentos de livros, mostras de filmes e documentários, exposições e shows musicais, onde estão participando muitos universitários e pesquisadores vindos de vários estados do Brasil, como Bahia, Rio grande do Norte, Tocantins, Maranhão, entre outros.

Mesa de abertura (Foto: Simão Pedro)


Em sua terceira edição, o Congresso Nacional do Cangaço, em sua abertura, contou com a palestra do Dr. Durval Muniz de Albuquerque Jr., doutor em história pela Unicamp e professor do Departamento de História da UFRN, cujo título foi "Se vier, que venha armado: cangaceirismo e masculinidade como definidoras das identidades sertaneja e nordestina". O evento, na noite de abertura, contou com mais de 400 pessoas, que foram prestigiar a fala do escritor Durval Muniz e apreciar a sua intervenção sobre discussões importantes relacionadas à identidade dos sertanejos.
Palestra do Prof. Durval Muniz


O professor Durval Muniz é autor do livro "A invenção do Nordeste e outras artes", aporte teórico muito difundido no campo acadêmico, por trazer questionamentos sobre aspectos como industria da seca, identidade sertaneja, entre outros assuntos, referência para alunos e escritores interessados nessas temáticas.


Lemuel Rodrigues, presidente da SBEC, Dr. Durval Muniz, Prof. Marcílílio Falcão e o escritor Rubinho Lima






Fotos: Simão Pedro (Mossoró-RN)

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Atividades Culturais do III Congresso Nacional do Cangaço


Atividades Culturais do III Congresso Nacional Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço
MOSTRA DE FILMES E PALESTRAS
As sessões de cinema serão realizadas no Teatro Glauber Rocha. Horário das sessões: curtas-metragens, das 15:00h às 16:00h; e longas-metragens, das 16:00h às 18:30h.
Curtas – Programação no site.
Filmes e Palestras – Sessões com longas-metragens
Sessão 1 – 23 de outubro (quarta) l 16:00h
Feminino cangaço
Direção: Manoel Neto e Lucas Viana
Gênero: Documentário
Duração: 75 min.
Ano: 2013
Produção: CEEC/UNEB, WebTV UNEB e Epuras.
Sinopse: O documentário narra à participação feminina no cangaço, abordando as motivações para a entrada das mulheres e o papel dentro do cangaço, bem como as representações das cangaceiras na imprensa, no cinema e na literatura de cordel. Pesquisadores que cederam depoimentos para a realização do filme: Antonio Amaury, Caroline Lima, José Umberto, Fraklin Maxado, Frederico Pernambucano de Melo, Carlos Tadeu Botelho, Vera Ferreira, Wanessa Campos e Oleone Fontes.
Comentário/Palestra: Manoel Neto (UNEB) e Lucas Viana.
Sessão 2 – 24 de outubro (quinta) l 16:00h
Cantos e falas de Uauá
Direção: Roberto Dantas
Gênero: Documentário
Duração: 60 min.
Ano: 2012
Produção: PROEX/UNEB.
Sinopse: Versa sobre as genuínas produções culturais sertanejas presentes em Uauá, recanto já reconhecido de sanfoneiros, zabumbeiros, poetas populares, aboiadores, violeiros, cantadores, cordelistas, além dos registros imagéticos do desfile dos vaqueiros encourados (Missa do Vaqueiro) e das tradicionais alvoradas juninas.
Comentário/Palestra: Roberto Dantas (UNEB)
Sessão 3 – 25 de outubro (sexta) l 16:00h
Os últimos cangaceiros
Direção: Wolney Oliveira
Gênero: Documentário
Duração: 79 min.
Ano: 2011
Produção: Bucanero Filmes.
Sinopse: Durante mais de meio século Durvinha e Moreno esconderam sua verdadeira identidade até dos próprios filhos, que cresceram acreditando que os pais se chamavam Jovina Maria da Conceição e José Antonio Souto, nomes falsos sob os quais haviam reconstruído suas vidas. Durvinha e Moreno fizeram parte do bando de Lampião, o mais controverso líder do cangaço. A verdade só é revelada quando Moreno, então com 95 anos, resolveu dividir com os filhos o peso das lembranças e reencontrar parentes vivos, entre eles seu primeiro filho, deixado aos cuidados de um padre, mais de cinco décadas atrás.
Comentário/Palestra: Enrique Hernandez.
EXPOSIÇÕES
As exposições, que representam o universo cultural da arte popular nordestina, estarão localizadas no Foyer do Teatro Glauber Rocha. Autores: Romeu Ferreira, Aurélio Fred e Lú Mota.
SHOWS MUSICAIS
Acontecerão na Quadra da UESB (ao lado do Ginásio), a partir das 22h. Atrações:
22 (terça) – Alisson Menezes / Cantor, músico e compositor (Música Regional e MPB).
23 (quarta) – Ladrões de Vinil / Banda de Rock;
24 (quinta) – SODI / Banda de Reggae;
25 (sexta) – Andrade de Sertânia / Grupo de Forró.

Confira a Apresentação do III Congresso Nacional do Cangaço


Apresentação
O III Congresso Nacional do Cangaço terá como tema: Sertões: memórias, deslocamentos, identidades. O evento se configura como uma oportunidade singular e inovadora que busca promover a discussão em torno de questões que envolvem o processo de construção das representações sobre os sertões, dentre elas cangaço, religiosidade, artes, identidades, entre outras manifestações culturais, enfim, sua própria historicidade. A programação prevê conferências, mesas-redondas, minicursos, simpósios temáticos, lançamento de livros, mostra de filmes, exposições e atividades culturais. É uma realização da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC) e da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).
Com este evento, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) possibilitará uma profícua articulação das discussões sobre novas temáticas, abordagens, objetos de pesquisa, metodologias de pesquisa e ensino, teorias e práticas do fazer historiográfico local, regional e nacional com o que está sendo discutido em outros espaços do país e do mundo em relação ao cangaço e a outras temáticas relacionadas aos sertões. O evento é destinado a estudantes de graduação e pós-graduação, professores do ensino superior e educação básica, pesquisadores, integrantes de movimentos sociais, além de membros da comunidade regional interessados na temática.
O Congresso Nacional do Cangaço já é um evento consolidado nacionalmente, com duas edições realizadas: a primeira no ano de 2009 em Brasilia-DF e a segunda no ano de 2011 em Cajazeiras-PB no campus da Universidade Federal de Campina Grande. Desde sua fundação em 13 de junho de 1993, a Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC), vem ampliando sua atuação e buscando novos parceiros. Este ano, ao firmar parceria com a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – campus de Vitória da Conquista, busca ampliar as suas fronteiras de atuação, pois entende tratar-se de um momento ímpar que se renova periodicamente com a finalidade de promover o diálogo entre historiadores e pesquisadores de outras áreas de conhecimento.

domingo, 15 de setembro de 2013

Livro "Lampião, cangaço e cordel" será lançado no Cariri Cangaço 2013


A partir da próxima terça-feira, 17 de setembro, até o dia 22, estará acontecendo o maior evento sobre os tema Cangaço, nas cidades cearences de Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Missão Velha, Porteiras, Barro e Aurora, o CARIRI CANGAÇO 2013, uma reunião dos grandes pesquisadores e escritores sobre os temas Cangaço, Coronelismo, Messianismo, Religiosidade, Massacres de Canudos, Caldeirão de Santa Cruz do Deserto, Movimentos Populares, entre outros, que estarão debatendo no decorrer dessa semana.

Também haverá, na programação do evento, uma solenidade em homenagem à um grande pesquisador e escritor, Alcino Alves Costa, que deixou um legado de livros e ensinamentos. Além de uma programação vasta, repleta de palestras, visitas técnicas aos lugares em que aconteceram fatos importantes da história, mesas redondas, o evento também proporcionará, no dia 21 de setembro, sábado, no Largo da RFFSA, Crato-CE, um grande evento de lançamento e relançamento de livros de autores que abordam os temas do evento.

Na oportunidade, o escritor e pesquisador Rubervânio Rubinho Lima estará lançando seu quinto e mais recente trabalho, o livro teórico "Lampião, cangaço e cordel", que traz uma abordagem sobre a representação do fenômeno do cangaço e de Lampião como elementos que caminham atrelados à história do cordel e da Xilogravura, em um paralelo ao processo de modernização da Literatura de Cordel, nos dias atuais, através do advento da internet, dos e-books e também dos sites de relacionamentos, sem perder a vitalidade das formas tradicionais de criação do cordel. Além disso, há uma tentativa de apontar a xilogravura como um elemento que, desde o seu surgimento até os dias atuais, além de engradecer os folhetos de cordel, tem assumido um lugar significativo no painel artístico mundial e servido, juntamente com os livretos de cordel, como um dos elementos que, até hoje, mitificam Lampião como um herói.


O livro é fruto de um trabalho de pesquisa sério e conta com o apoio de parceiros como o produtor visual Aderbal Nogueira, da Laser Videos Produções, do empresário e escritor Jadilson Ferraz, da Trupé Calçados (Jadilson Bin-Laden) e da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, além de outras empresas que valorizam e incentivam a cultura. 

Parceiros apoiadores:






quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Confira a programação das Conferências, Simpósios e Mini cursos‏ do III Congresso Nacional do Cangaço

III Congresso Nacional do Cangaço
Sertões: memórias, deslocamentos e identidade
Período: 22 a 25 de outubro de 2013
Local: Vitória da Conquista/Bahia


Conferências

Conferência de Abertura
22 / 10 / 2013 l Teatro Glauber Rocha l 20:00h

“Se vier, que venha armado: cangaceirismo e masculinidade como definidoras das identidades sertaneja e nordestina”

Dr. Durval Muniz de Albuquerque Júnior
Doutor em História pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Professor do Departamento de História da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

Autor dos livros: Nordestino: invenção do 'falo': uma história do gênero masculino/1920-1940 (2ª ed., São Paulo, Intermeios, 2013), A invenção do Nordeste e outras artes (5ª ed., São Paulo: Cortez, 2011) e História: a arte de inventar o passado (Baurú, SP: EDUSC, 2007).

Lançamento de livro - Nordestino: invenção do 'falo': uma história do gênero masculino/1920-1940 (2ª ed., São Paulo, Intermeios, 2013).

Conferência de Encerramento
25/ 10 / 2013 l Teatro Glauber Rocha l 20:00h

“O cangaço nas batalhas da memória”

Dr. Antônio Fernando de Araújo Sá
Doutor em História pela Universidade de Brasília (UnB)
Professor do Departamento de História da Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Autor dos livros: O cangaço nas batalhas da memória (Recife, Editora da UFPE, 2011) e Combates entre história e memória (São Cristóvão/SE, EDUFS, 2005).

Lançamento de livro - O cangaço nas batalhas da memória (Recife, Editora da UFPE, 2011).



Simpósios Temáticos

1. CULTURA E REPRESENTAÇÕES NO SERTÃO NORDESTINO: MEMÓRIA, IDENTIDADES E RESSIGNIFICAÇÕES

José Ferreira Júnior
Doutorando em Ciências Sociais (UFCG)
Mestre em Ciências Sociais (UFCG)
Professor da Faculdade de Integração do Sertão / Serra Talhada – PE

Resumo: A cultura é objeto de investigação acadêmica; ela permite uma maior compreensão dos fenômenos sociais, em particular aos que remetem às especificidades da preservação de memórias, seu uso no processo de formação identitária e às ressignificações por que passam tais identidades. Este simpósio temático discutirá a memória e sua importância no constructo de identidades e as ressignificações verificadas nessas construções, tomando como espacialidade os sertões nordestinos em suas múltiplas representações: relações de gênero, questões familiares, relação com os lugares, expressões artísticas, religiosidade, etc. Acataremos trabalhos que tratem da temática proposta, sob as óticas da História, da Sociologia, Antropologia e ciências afins.

2. CONTOS, CANÇÕES E CENAS: O CANGAÇO EM IMAGENS, LETRAS E SONS

Caroline de Araújo Lima
Mestre em História Regional e Local (UNEB/Campus V)
Professora do curso de História da Universidade do Estado da Bahia (UNEB/Campus XVIII)
Coordenadora do Projeto de Iniciação Científica “História, cinema e ensino de História: o sertão, o cangaceiro e o beato no cinema brasileiro” (2012/2013)

Resumo: Este simpósio temático tem como proposta reunir estudantes e pesquisadores com o objetivo de divulgar resultados de pesquisas relacionadas ao tema do Cangaço. Pretendemos analisar as representações dos cangaceiros no cinema, nos folhetos de cordel, na literatura, nas fotografias jornalísticas, dentre outras linguagens. A partir de tais linguagens que deram a esses personagens contornos míticos e estereotipados, ofereceremos ricas discussões sobre identidade, representações de sertão e sertanejo, relações de poder, de gênero e de memória. O simpósio está aberto para receber propostas de temas que versem sobre o universo cultural dos sertões e sertanejos no campo do audiovisual, da literatura de cordel, na área fotográfica e da música popular.

3. LINGUAGENS E NOVAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO EM HISTÓRIA: DOMÍNIOS, ABORDAGENS, ENSINO E PESQUISA

Jairo Carvalho do Nascimento (UNEB/Campus VI)
Doutorando em História – UFBA
Mestre em História Social (UFBA)
Professor do curso de História da UNEB/Campus VI

Eduardo de Lima Leite (UNEB/Campus VI)
Mestrando em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)
Especialização em Educação, Cultura e Memória (UESB)
Professor de História da Educação Básica/Bahia

Maria Sigmar Coutinho Passos (UNEB/Campus VI)
Doutoranda em Educação – UFBA
Mestre em Educação e Contemporaneidade (UNEB)
Professora do curso de História da UNEB/Campus VI

Resumo: Este simpósio tem por objetivo reunir pesquisadores, professores universitários e estudantes de pós-graduação vinculados à pesquisa e ao ensino no campo da disciplina História e áreas afins, propiciando um espaço para a exposição de trabalhos acadêmicos e experiências didáticas relacionados aos seguintes temas: a relação cinema/história (temas, fontes, teoria); o uso de documentos imagéticos (cinema, fotografia, iconografia) em sala de aula; a música e o ensino de História; a utilização da televisão como veículo de ensino; as novas tecnologias de informação e comunicação (TIC/computadores, internet, etc.) e suas relações com a educação. Em que medida as diferentes linguagens e as novas tecnologias de informação e comunicação contribuem para a produção do conhecimento histórico, para o trabalho do professor de História? Essa pergunta será o ponto de partida para promover o debate durante o simpósio. O simpósio estará aberto para receber, também, propostas de experiências didáticas e pesquisas de professores da educação básica e de graduandos em História e áreas afins.

4. PROCESSOS DE PATRIMONIALIZAÇÃO E SUAS REPERCUSSÕES NOS “ESPAÇOS DA TRADIÇÃO”

Bruno Goulart Machado Silva
Doutorando em Antropologia Social pela Universidade de Brasília
Mestre em Antropologia Social (UFRN)

Jean Pierre Pierote Silva
Mestrando em Antropologia Social pela Universidade Federal de Goiás
Graduado em Ciências Sociais (UFG)

Resumo: A noção de patrimônio cultural está na agenda das ações estatais nas últimas décadas. Essas políticas se voltam muitas vezes para populações e espaços geográficos circunscritos ao campo discursivo da tradição. Sejam patrimônios materiais ou imateriais, os processos de patrimonialização trazem consequências para os atores ligados a esses bens culturais. Este simpósio temático tem como objetivo promover o debate sobre esses processos do ponto de vista dos próprios atores sociais afetados pelas políticas patrimoniais, especificamente aqueles situados nos lugares imaginados como “Sertão” pelo pensamento social brasileiro. O debate visa a contribuir para a atual discussão dos processos de patrimonialização a partir de alguns questionamentos: Como a memória dos grupos é acionada e ressignificada nestas políticas? Como os grupos as têm percebido? De que forma a patrimonialização afeta a relação dos grupos envolvidos com os bens culturais?

5. NACIONALISMO E MODERNIZAÇÃO NO DEBATE INTELECTUAL, CIENTÍFICO E LITERÁRIO NA PRIMEIRA REPÚBLICA

Renailda Ferreira Cazumbá
Doutoranda em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)
Mestre em Literatura e Diversidade Cultural (UEFS)
Professora da Universidade do Estado da Bahia (UNEB/Campus XX)

Wilson da Silva Santos
Doutorando em Filosofia e História da Educação (Unicamp)
Mestre em Educação (UFPB)
Professor da Universidade do Estado da Bahia (UNEB/Campus XX)

Resumo: O debate intelectual travado na Primeira República no Brasil (1889-1930) polarizou-se em torno de temas como nação, ciência, raça e civilização. Na época referendada, a discussão nacionalista baseava-se numa concepção modernizadora e no cosmopolitismo que embasavam um projeto civilizador para o país, em torno de propostas idealistas que animavam as pesquisas sociológicas, históricas, políticas e a escrita literária na virada do século XIX para o XX. Escritos científicos, literários e jornalísticos na Primeira República se unificaram em torno das projeções do positivismo e do liberalismo, que motivaram um grupo de intelectuais (Tobias Barreto, Araripe Jr., José Veríssimo, Sílvio Romero, Graça Aranha, Anísio Teixeira) para a defesa e anseios de modernização e de superação do "atraso" que nos fazia um país de maioria analfabeta e miserável frente às nações da Europa. Esse debate nacionalista era também motivado pela aspiração de descoberta de parte do país ainda desconhecida – o sertão e a periferia – através de uma produção crítica e da escrita literária (Euclides da Cunha, Lima Barreto). Pretende-se com esse simpósio integrar trabalhos que retomem os debates intelectuais e literários em torno do problema da identidade nacional e da modernização durante a Primeira República no Brasil, incorporando pesquisadores das áreas de História, Geografia, Educação, Sociologia e Literatura.

6. MEMÓRIA, IDENTIDADE E PATRIMÔNIO

Aline de Caldas Costa dos Santos
Doutoranda em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)
Mestre em Cultura & Turismo (UESC)
Pesquisadora do grupo Identidade Cultural e Expressões Regionais (ICER/UESC)

Gisane Souza Santana
Mestranda em Letras: Linguagens e Representações (UESC)
Especialização em Estudos Comparados de Literaturas (UESC)
Pesquisadora do grupo Identidade Cultural e Expressões Regionais (ICER/UESC)
Bolsista CAPES

Resumo - Esse simpósio visa a discutir as representações identitárias e trânsitos culturais com ênfase em temas relacionados à memória e ao patrimônio cultural (SIMÕES, 2006; HALL, 2002; ANDERSON, 2008; LE GOFF, 1990; NORA, 1993). Pretende-se discutir representações comunitárias e a interface de discursos de identidade a partir dessas expressões simbólicas (memória/patrimônio), a visibilidade do patrimônio cultural e as ações políticas que a sustentam em atenção ao fenômeno dos fluxos sociais.

7. ESTUDOS EM HISTÓRIA CULTURAL: OBJETOS, PROBLEMAS E ABORDAGENS

Cleide de Lima Chaves
Doutora em História Social (UFRJ)
Professora Adjunta da área de História do Brasil (DH/UESB)

Márcia Santos Lemos
Doutora em História (UFF)
Professora Adjunta da área de História Antiga e Medieval (DH/UESB)

Resumo: A proposta deste Simpósio é uma iniciativa do Laboratório de Estudos em História Cultural (UESB). O objetivo do LEHC é fomentar a produção na área, fortalecer as linhas de pesquisa do grupo, promover ações multidisciplinares, apontar novas perspectivas de análise dos objetos da cultura e estimular a formação de jovens pesquisadores. Nesta perspectiva, o simpósio pretende reunir pesquisadores interessados na História Cultural, com o objetivo de conhecer e divulgar diferentes enfoques e leituras dentro desse campo. Deverão ser debatidos temas comuns ou complementares, como: História e Literatura; fronteiras; representações; práticas religiosas; poder simbólico; gênero; discurso e apropriação; linguagens: os mundos da escrita, da leitura, da oralidade e da imagem; identidade; cidade; memória, História e historiografia, dentre outros temas relacionados. É de interesse igualmente discutir trabalhos que contribuam para atualizar o debate sobre fontes, métodos e teorias no campo da História Cultural.

8. VIOLÊNCIA, BANDITISMO E DISPUTAS POLÍTICAS NOS SERTÕES DO NORDESTE, SÉCULOS XIX E XX

Lina Maria Brandão de Aras
Doutora em História (USP)
Professora do Departamento e do PPG História da FFCH/UFBA

Rafael Sancho Carvalho da Silva
Mestre em História Social (UFBA)
Professor Substituto do Departamento de História da UFBA

Resumo: O simpósio temático objetiva analisar as disputas políticas nos sertões do Nordeste e suas relações com banditismo e outras formas de manifestações de violência vinculadas aos conflitos políticos. São três temas que mantêm relação entre si e, dessa forma, pretendemos agregar pesquisadores interessados em analisar e debater o banditismo e seu vínculo com as disputas do mandonismo regional, bem como diversas formas de expressões de violência. Agregamos pesquisas relacionadas não só com o sertão baiano, mas como de outras áreas do Nordeste brasileiro nos séculos XIX e XX. Apesar de diferentes momentos da história do Brasil, interessa o debate sobre as disputas políticas e suas formas de expressão através da violência e do banditismo em diferentes momentos da história dos sertões nordestinos.

9. ESCRITAS DE LUGARES: HISTÓRIA E LITERATURA, PAISAGENS E SENSIBILIDADES

Clóvis F. R. M. Oliveira
Doutor em História (UnB)
Professor Assistente da UNEB/Campus II/Alagoinhas)

Valter Guimarães Soares
Mestre em Literatura (UEFS)
Professor Assistente da UEFS

Resumo: Produto de “camadas de pedras e sonhos”, as paisagens emergem como inscrições, imagens grafadas na memória e criadoras de fronteiras e identidades. As escriturações riscam linhas que ligam e desligam pontos, criam referenciais de lembranças e constroem monumentos para celebrações coletivas. Nessa trajetória de escrita de discursos, historiadores e literários, em tensos jogos de trocas, estabelecem marcos, escolhem os materiais para serem usados e descartados e, sob o pretexto de descrever, produzem e dão forma aos lugares, materializando o que antes estava disperso na forma de sonhos. Esta proposta de simpósio temático pretende acolherestudos quese dedicam a pensar espaços, memória e paisagens nas suas mais diversas figurações: litoral, sertão, urbano-rural, campo-cidade, centro-periferia.

10. RASTOS, RESTOS E ROSTOS: HISTÓRIA, LITERATURA, CINEMA E OUTRAS ARTES NA INVENÇÃO DOS SERTÕES

Alex dos Santos Guimarães
Mestre em Teoria Literária e Crítica da Cultura (UFSJ)
Especialização em Teoria e História Literária (UESB)
Graduado em História (UESB)

Joslan Santos Sampaio
Mestrando em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)
Especialização em Teoria e História Literária (UESB)

Resumo: O objetivo deste simpósio é conhecer experiências históricas em que a arte, em suas múltiplas formas de expressão – da literatura ao cinema, da música às artes visuais – cria representações, imagens, percepções e sensações que afetam o imaginário social e político, incidindo na memória multifacetada dos sertões. Sabe-se hoje, para além da “teoria do reflexo” que norteou as pesquisas históricas até os anos de 1960, que mais do que refletir um suposto mundo objetivo, a arte institui “realidades”, produz conhecimentos e desejos, molda comportamentos e gestos, oferece novos temas e problemáticas, abre novos espaços para a imaginação criativa, afetando a psique, a memória, a escrita da História e os seus modos de atuação. Por tudo isso, as artes têm papel fundamental na invenção discursiva “dos sertões”, imaginando o cangaço, o coronelismo, o messianismo, os movimentos sociais, políticos, religiosos e culturais.

11. MOVIMENTOS SOCIAIS: RELIGIÃO E RELIGIOSIDADE

Lemuel Rodrigues da Silva
Doutor em Ciências Sociais (UFRN)
Mestre em História (UFPE)
Professor do curso de História da UERN

Marcílio Lima Falcão
Doutorando em História Social (USP)
Mestre em História (UFC)
Professor do curso de História da UERN

Resumo: A temática que envolve as discussões sobre religião e religiosidade, no que diz respeito aos movimentos sociais rurais e urbanos, tem dado ênfase na configuração de tais movimentos como formas de contestação social. Nesse sentido, o estudo sobre os movimentos sociais passa a ser visto para além de seus aspectos econômicos e políticos e, ao buscar a importância do sagrado e do simbólico na gênese e desenvolvimento de tais movimentos, abrem-se novas possibilidades e novas formas de abordar a temática. Assim, preocupado com essas questões, esse simpósio temático busca ser um espaço de discussão e diálogo entre pares que, aparentemente, são opostos como o sagrado\profano, material\simbólico, político\econômico, mas que, em nossa proposta, também são dialogais e promovem um profícuo debate historiográfico sobre os diversos aspectos e sujeitos que em suas experiências tiveram o sagrado\profano como elementos norteadores em suas formas de resistir.
Minicursos

1. A APROPRIAÇÃO E MERCADORIZAÇÃO DA MEMÓRIA LAMPIÔNICA NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DE SERRA TALHADA – PE

José Ferreira Júnior
Doutorando em Ciências Sociais (UFCG)
FACISST – Faculdade de Ciências Sociais de Serra Talhada – PE

Ementa: A identidade trata de uma representação de si para si e de si para os outros. Serra Talhada, cidade sertaneja pernambucana, representa-se, nacional e mundialmente, como sendo a Capital do Xaxado e, por tabela, terra de Lampião, uma vez que, na literatura local, tornou-se lugar-comum atribuir ao cangaceiro a invenção da dança que identifica a cidade. A identidade local serra-talhadense, nada obstante experimentar cristalização, trata de uma invenção possível de se detectar início e autores, além disso, sua ascensão, em detrimento de uma outra nomenclatura que identificava a cidade (tricampeã da beleza feminina), torna-a fenômeno social promotor de atratividade a pesquisadores. A mudança identitária do lugar de nascimento de Lampião, por si só, já se revela temática viabilizadora de discussão proveitosa. Porém, essa discussão se torna mais acentuada quando se verifica, mais detidamente, o enredo que possibilitou tal mutação: a ação dos produtores culturais, a influência midiática, bem como a resistência imposta. Ademais, também se revela digna de nota a maneira por que a memória lampiônica é comercializada e, nesse comercializar, a privatização dos lugares de memória lampiônica. Somada à complexidade caracterizadora da construção da identidade local, verifica-se a fluidez identitária que perpassa o citadino serra-talhadense, revelada em seus discursos, no que se refere a identificar-se com Lampião. Este minicurso tem como proposta discutir o uso da memória lampiônica em Serra Talhada na construção identitária do lugar, as ações protagonizadas pelos inventores dessa identidade e o contributo da mídia, tomando-se como elemento de referência, além de aporte teórico histórico-sociológico, o resultado de pesquisas realizadas in loco.

Objetivos: Analisar o processo de construção da identidade serra-talhadense e sua relação com a apropriação e mercadolização da memória lampiônica; Identificar as ações promotoras da glorificação da memória lampiônica Serra Talhada; Relatar as reações caracterizadoras de resistência à glorificação da memória lampiônica na cidade; Discutir os reflexos da glorificação da memória lampiônica no cotidiano serra-talhadense; Analisar as representações dos citadinos serra-talhadenses em relação à glorificação da memória lampiônica na cidade.


2. RELIGIOSIDADE E CONFLITO NO SERTÃO CONSELHEIRISTA: A PERSEGUIÇÃO DO CLERO DA BAHIA A ANTÔNIO CONSELHEIRO E CANUDOS (1874-1897).

Leandro Aquino Wanderlei
Mestrando em História Social (UFPE)
Professor do Ensino Básico da Rede Escolar do Estado da Paraíba.

Ementa: Estudo dos fatores de ordem religiosa, política e social que explicam a perseguição da Igreja Católica, em particular da Arquidiocese da Bahia e de suas freguesias nos sertões, às prédicas, devoções e obras assistenciais dirigidas por Antônio Conselheiro, em colaboração com as populações sertanejas do nordeste da Bahia e de Sergipe, inseridos num processo mais amplo de reforma do catolicismo, empreendida sob o influxo tridentino e por meio da direção dos bispos ultramontanos no Brasil, na segunda metade do século XIX.

Objetivos: Discutir os limites da ação religiosa da Igreja frente à religiosidade leiga, predominante no catolicismo brasileiro nos tempos de colônia e ao longo do século XIX; Avaliar o controle do Estado sobre a instituição eclesiástica (regime de Padroado) e a situação política da Igreja nos primórdios do regime republicano; Estabelecer relação entre estes fatores históricos e a campanha do clero, especialmente na Bahia, contra Antônio Conselheiro e Canudos (1874-1897).

3. O CICLO DO CANGAÇO NO MUNDO IMAGINÁRIO DA LITERATURA DE CORDEL

José Paulo Ferreira de Moura
Licenciado em História pela Fundação de Ensino Superior de Olinda (FUNESO)
Pesquisador e Escritor Membro da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço - SBEC

Ementa: O cangaço é um dos temas mais explorados na literatura de cordel, onde o cangaceiro é quase sempre retratado como herói. A literatura de cordel é, como qualquer outra forma artística, uma manifestação cultural. Por meio desta escrita eram transmitidas as cantigas, os poemas e as histórias do povo pelo próprio povo, onde os cordelistas eram os poetas que viviam (e sobreviviam) no meio das classes menos favorecidas. O objetivo do minicurso é apontar a importância que a literatura de cordel teve para o cangaço e, através dele, a visão do cangaço na ótica do povo, transformando o mundo real dos cangaceiros, através do imaginário das narrativas poéticas, em verdadeiros guerreiros que lutavam contra os desmandos dos coronéis e a favor do povo. Como a literatura de cordel está intimamente relacionada com o ciclo do cangaço, este minicurso se justifica pela relevância de compreender até onde este imaginário poético se sobrepôs à realidade vivida naquele tempo cruel de lutas, intrigas e desmandos sociais. E é através da leitura de alguns épicos do cordel/cangaço que retrataremos a magia da recitação e o romantismo dos diálogos entrando em consonância com o imaginário.

Objetivos: Abordar o fenômeno do Cangaço na ótica dos poetas de literatura de cordel; Mostrar que a vida dos cangaceiros retratada através da literatura de cordel é completamente parecida com as dos livros de história.

4. O CANGAÇO E AS VIAGENS PELA LITERATURA, MÚSICA E IMAGEM.

Rubervânio da Cruz Lima
Graduação em Letras – Inglês e Português (FASETE-2008)
Pós-Graduação em Estudos Literários (UEFS-2009)
Pós-Graduação em Gestão Cultural (SENAC-2013)
Sócio da SBEC.

Ementa: Estudo da relação Cangaço/História apontando alguns aspectos sobre o cangaço e sua trajetória histórica, desde o principio do fenômeno até a figura de Lampião, como aspectos que apontam o modo de vida e os costumes dos cangaceiros. Pretende-se evidenciar a influência do cangaço nas expressões literárias que fazem parte da cultura popular, como o cordel e a xilogravura.
Analisaremos o cangaço e sua influência na música e nas artes plásticas da região Nordeste. Estudar as representações visuais do cangaço a partir de fotos e filmes.

Objetivos: Envolver os participantes com esse tipo peculiar de estudo, promovendo também uma discussão sobre o que vem a ser o tema, até os dias atuais e as suas influências nas várias expressões artísticas (geral); Promover um debate que aborde a questão da ligação entre o fenômeno do Cangaço e as artes, de um modo geral, além de evidenciar algumas expressões artísticas populares ligadas ao tema, mostrando-os em um estudo bibliográfico expositivo; Desenvolver o senso crítico e promover a troca de experiência através de intervenções dos participantes, a partir da exposição de aspectos que tratem da temática; Associar essa abordagem à montagem de um painel de fotos que farão parte de uma exposição realizada coletivamente ao término do minicurso cujo objetivo é oferecer a oportunidade dos participantes aplicarem o conhecimento através do desafio de tirar possíveis dúvidas dos visitantes dessa exposição.

5. UMA IDENTIDADE SERTANEJA?

Danilo Uzêda da Cruz
Graduando em Ciências Sociais, Universidade Federal da Bahia - UFBA
Graduado em História, Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS
Especialista em Educação Superior, Faculdade de Tecnologia e Ciências – FTC
Mestrando em Desenvolvimento Regional e Urbano, Universidade Salvador - UNIFACS

Ementa: O minicurso abordará o processo de construção da identidade sertaneja e suas dimensões sociais, políticas, econômicas e culturais, discutindo os elementos dessa identidade e as relações que estabelece com o mundo contemporâneo. De modo geral, o minicurso versará sobre os seguintes temas: construção de identidades coletivas, região, territórios e comunidades; o sertão, história e política, região e cultura; o imaginário no sertão; o sertanejo e as transformações sociais, econômicas, ambientais e políticas do século XXI.

Objetivos: Debater a construção da identidade sertaneja; Discutir elementos do imaginário sertanejo e as transformações sociais, econômicas, ambientais e políticas do século XXI.
6. ANÉSIA CAUAÇU: PIONEIRA NA PARTICIPAÇÃO “FEMININA” NO CANGAÇO

Domingos Ailton Ribeiro de Carvalho
Mestre em Memória Social (UNIRIO)
Especialista em Literatura e Ensino da Literatura (UESB)
Licenciado em Letras (UESB)
Professor da Pós-Graduação das Faculdades Euclides Fernandes (FIEF)

Ementa: Estudo da participação feminina no cangaço. O papel pioneiro de Anésia Cauaçu. Contempla abordagens sobre as raízes do coronelismo e do cangaço na Chapada Diamantina e no sudoeste baiano, além de abordar o que permaneceu na memória coletiva de tradição oral da região de Jequié sobre os Cauaçus.

Objetivos: Revelar o papel pioneiro de Anésia Cauaçu no cangaço e no processo de emancipação da mulher do sertão; Discutir as origens do coronelismo e do cangaço na Chapada Diamantina e no sudoeste baiano; Refletir sobre a memória coletiva a respeito dos Cauaçus.
7. MULHERES NEGRAS: PRÁTICAS CULTURAIS E MILITÂNCIA EM COMUNIDADES TRADICIONAIS DO ALTO SERTÃO BAIANO

Karla Dias de Lima
Especialista em Educação e Diversidade Étnico-Racial (UESB)
Professora da Rede Estadual de Ensino e Pesquisadora (GEPEECS).

Leila Maria Prates Teixeira
Mestre em História (PPGHIS-UNEB)
Professora do curso de História (UESB)

Ementa: Este minicurso pretende discutir as estratégias de sobrevivência de práticas culturais desempenhadas por mulheres negras em comunidades quilombolas do Alto Sertão da Bahia, como uma possibilidade de reconstruir vivências, afetividade, ancestralidade, memória e identidade de gênero. As concepções atuais acerca da história das mulheres e da liderança feminina nos segmentos populares colaboram para a análise das especificidades das relações vivenciadas pelas mulheres negras em comunidades tradicionais. Nesse sentido, abordaremos conceitos introdutórios relacionados à mulher negra, à liderança feminina, à cultura negra, à identidade étnico-racial e aos quilombos, privilegiando estudos concentrados nas comunidades de Tomé Nunes (Malhada/BA) e Tucum (Tanhaçu/BA), localidades pesquisadas pelas autoras dessa proposta.

Objetivos: Analisar o prestígio feminino através da marcante participação nas questões políticas e na manutenção das práticas culturais nessas comunidades; Conhecer as formas de sobrevivência e resistência criada por mulheres negras e quilombolas em comunidades do Alto Sertão baiano; Refletir sobre os conceitos de gênero e identidade na contemporaneidade.
8. O CANGAÇO COMO FENÔMENO SOCIAL

Josué Damasceno Pereira
Pesquisador da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço - SBEC

Resumo: A proposta de um minicurso voltado para a temática do cangaço como fenômeno social tem por objetivo despertar no interlocutor um olhar mais crítico a respeito das condições de vida e relações sociais nos sertões do Nordeste brasileiro na primeira metade do século XX. Para tanto, nossas atividades foram organizadas em função de quatro eixos: o banditismo nos sertões do Nordeste; cangaço e política; cangaço e religião; e o mito Lampião. Tal procedimento nos permite ponderar sobre as questões que envolvem os cangaceiros e suas relações com a sociedade sertaneja, em especial a classe política, setores do clero católico e, por fim, a construção do mito em torno da figura de Virgulino Ferreira, o Lampião. O conhecimento dessas relações constitui fatores importantes no processo de compreensão da História Regional.

Objetivos: Analisar a formação do cangaço no Nordeste brasileiro; Estudar a constituição do mito de Lampião na cultura popular do Nordeste.
9. VEREDAS DO GRANDE SERTÃO: CRENÇA, AMOR E VIOLÊNCIA NO IMAGINÁRIO DO SERTÃO DE JOÃO GUIMARÃES ROSA

Halysson F. Dias Santos
Doutorando em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)
Mestre em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)
Graduação em Letras (UESB)
Professor do curso de Letras (UESB)

Heurisgleides Sousa Teixeira
Mestre em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)
Especialização em Teoria e História Literária (UESB)
Graduação em Letras (UESB)
Professora da UNEB (Campus IX/Barreiras)

Ementa: O imaginário do sertão na obra de João Guimarães Rosa. A ficcionalização das crenças, do amor e as relações de conflito entre os jagunços.

Objetivo: Apresentar e discutir o imaginário do sertão na obra de Guimarães Rosa, a partir de elementos tematizados no romance Grande sertão: veredas.
10. REVIRAMUNDO – O PROCESSO DE CRIAÇÃO DE UM ENSAIO AUDIOVISUAL A PARTIR DA “ENCICLOPÉDIA AUDIOVISUAL DA CULTURA POPULAR DO SERTÃO”, DE GERALDO SARNO

Felipe Corrêa Bomfim
Mestrando do programa de Pós-Graduação em Multimeios da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Graduado em Cinema pela Universidade de Bolonha (Itália)

Glauber Brito Matos Lacerda
Mestre em “Memória: Linguagem e Sociedade” (UESB)
Professor de “Documentário” e “Técnicas de Sonorização” no curso de Cinema e Audiovisual (UESB)

Ementa: Entre os anos de 1969 e 1972, o cineasta Geraldo Sarno dirigiu uma série de curtas-metragens documentais sobre manifestações da cultura popular nordestina intitulada “Enciclopédia Audiovisual da Cultura Popular do Sertão”. Em março de 2013, Geraldo Sarno voltou à sua terra natal, a cidade de Poções (BA), acompanhado por uma equipe de filmagens que registrou o reencontro do cineasta com pessoas e lugares da sua infância que, declaradamente, influenciaram sua obra. O minicurso apresenta o processo de construção do filme-ensaio “Reviramundo” que aborda o caráter memorialista da obra de Geraldo Sarno, apresentando um diálogo das suas memórias de infância com o conteúdo e com a forma da série documental dirigida pelo mesmo.



Objetivos: Apresentar o processo de criação do filme-ensaio “Reviramundo” a partir de um diálogo com a forma e com o conteúdo dos filmes da “Enciclopédia Audiovisual da Cultura Popular do Sertão”, de Geraldo Sarno; Assistir aos filmes da Enciclopédia Audiovisual da Cultura Popular do Sertão; Discutir os aspectos formais e o conteúdo do conjunto da obra; Destacar o caráter memorialista da produção documental de Sarno; Apresentar o processo de construção do filme-ensaio.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Semana do Cangaço - PROGRAMAÇÃO OFICIAL






PROGRAMAÇÃO OFICIAL


Dia 26 de Julho de 2013 – sexta-feira – Piranhas / Alagoas

Local : Centro Cultural Miguel Arcanjo

16:00 h – Abertura da Semana do Cangaço – Homenagem ao escritor Alcino Alves Costa

16:20 h – Palestra : Roteiros Integrados do Cangaço

Palestrante: João de Souza Lima – Pesquisador ,Escritor e Biografo de Maria Bonita ligado a Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço

17:00 H – Intervalo

17:10 h – Palestra : O Amor no Cangaço

Palestrante : Juliana Ischiara – pesquisadora do Cangaço

17:40 h – Debate

18:20 h – Exibição do documentário de Aderbal Nogueira .

18:40 h – Apresentação cultural

19:20 h – Encerramento



Dia 27 de Julho de 2010 – sexta-feira


- MANHÃ LIVRE PARA VISITAS


PALESTRAS

Local : Centro Cultural Miguel Arcanjo - Piranhas / AL

15:00 h – Palestra : Caminhos do São Francisco : De Pedro II a Lampião

Palestrante: Jairo Luiz Oliveira – Pesquisador do Cangaço, idealizador da Rota do Cangaço Xingó e do Roteiro Turístico Integrado Caminhos do Imperador

15:40 h – Intervalo

15:50 h – Palestra : A Polêmica e Intrigante Genialidade de Virgulino Lampião

Palestrante :; Manoel Severo – Pesquisador e Curador do Cariri Cangaço

16:20 h – Debates

17:00 h – Exibição do filme " Gato : Um Cangaceiro de Lampião" de João de Souza Lima

17:30 h – Apresentação cultural : Peça de teatro " A invasão de Gato em Piranhas" pelo grupo Estrelas do Sertão

18:00 h – Encerramento


Dia 27 de Julho de 2010 – sábado


- MANHÃ LIVRE PARA VISITAS –

15:00 h - Colóquio fechado somente para pesquisadores

Local : Centro Cultural Miguel Arcanjo

17:00 h – Encerramento e elaboração da " Carta de Angico"




Dia 28 de Julho de 2010 – domingo


08:00 h – Saída para Angico – Missa do Cangaço

Local de embarque : Porto de Piranhas/AL

11:00 h – Apresentação da peça teatral " Lampião Moderno" com grupo Estrelas do Sertão

11:30 h –Forró pé de serra com Trio Canoa de Tolda.

13:00 h – Retorno





domingo, 16 de junho de 2013

A Formação do Caráter do Sertanejo marca o inicio do Cariri Cangaço Parayba


 Mesa da primeira conferência do Cariri Cangaço Parayba

Com a participação dos professores Wescley Rodrigues, Múcio Procópio e Lemuel Rodrigues , as primeiras conferências do Cariri Cangaço Parayba trouxeram ao debate a verdadeira face da formação do caráter do sertanejo, que é "antes de tudo um forte". Questões ligadas à religiosidade, o misticismo, as influências filosóficas e sociais as quais esse mesmo sertanejo estava submetido foram as vedetes do primeiro debate da tarde.

Múcio Procópio com uma apresentação rica em detalhes traçou o perfil da formação intelectual e religiosa de Antônio Conselheiro e sua atuação como orientador espiritual de tantos e tantos sertanejos em Canudos. Múcio procurou estabelecer um paralelo entre a ação e o sentimento da missão de Antônio Conselheiro  com as obras que ele leu e sua proximidade com a figura de Padre Ibiapina. "Padre Ibiapina foi um grande mentor de Conselheiro", confirma Múcio Procópio.

Múcio Procópio trouxe o perfil intelectual de Conselheiro...
 Wescley Rodrigues e as várias naturezas e faces do cangaço...
Lemuel Rodrigues e o sertanejo entre o cangaceiro e o beato 

Já Wescley Rodrigues traçou o perfil do sertanejo que se tornava cangaceiro. Muitas vezes o homem da labuta diária na roça que acabava se entregando a uma vida bandida, fora da lei, sob o manto mítico do cangaço, citando com preciosidade vários autores, o professo Wescley procurou enriquecer o debate a partir das três naturezas e faces do cangaço: Vingança, Fuga e Meio de Vida.

O professor Lemuel Rodrigues estabeleceu com precisão o perfil do nordestino "desse lado do nordeste, o nordeste do sertão, da caatinga, do nosso objeto de estudo". As reflexões do professor Lemuel procuraram definir para os presentes as afinidades e peculiares que definiam esse sertanejo, que tanto podia ter seu destino enveredado para o cangaço como para os beatos, "era o mesmo sertanejo!".


Sousa recebe com festa o primeiro dia do Cariri Cangaço Parayba



O município de Sousa marcou a abertura do primeiro dia de Cariri Cangaço Parayba. O auditório do Campus da Universidade Federal de Campina Grande recebeu os pesquisadores e participantes para o inicio de dois dias de atividades tendo como pano de fundo o Cangaço na Paraíba.

Sob a condução do professor Wescley Rodrigues e César Nobrega, a mesa de abertura dos trabalhos foi composta pelo Curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo, pelo Presidente da SBEC, professor Lemuel Rodrigues, pelo Gerente do CCBNB Lenin Falcão , pelo fundador da SBEC, Paulo Gastão e por representantes das universidades da região.

Wescley Rodrigues
Manoel Severo
Lemuel Rodrigues e Lenin Falcão

Por ocasião da abertura do evento foi ressaltada a importância da iniciativa e da integração dos muitos organismos participantes do Cariri Cangaço Parayba, como SBEC, GECC e GPEC, e do apoio do Centro Cultural do Banco do Nordeste em Sousa, da Prefeitura de Nazarezinho e das universidades da região, na direção do fortalecimento e do fomento do estudo de temática tão rica como o cangaço  nordestino.

Para Wescley Rodrigues o "estudo do cangaço pode e deve ser intensificado principalmente a partir de eventos como o Cariri Cangaço , que proporcionam o debate sério e responsável sobre a temática". O Presidente da SBEC professor Lemuel Rodrigues ressaltou o grande número de pesquisadores presentes de vários estados da federação acentuando os 20 anos de fundação da entidade. Já Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço falou da alegria de juntos "estarmos escrevendo mais essa importante página dentro da história da pesquisa do tema cangaço, dessa vez inaugurando um novo fórum de debates, desta vez no sertão da Paraíba".

Lemuel, Manoel Severo e João de Sousa Lima
Raul Sá e Sara Saraiva
Sousa Neto, Manoel Severo e grupo de alunos de Barro
Manoel Severo, Juliana Ischiara e Múcio Procópio
Manoel Severo, Bismarck Oliveira e Jorge Remigio
Cariri Cangaço Parayba 2013


Dentre as muitas presenças ao Cariri Cangaço Parayba, destacam-se o Presidente do GECC, Ângelo Osmiro, o Presidente do GPEC, Narciso Dias, os Secretários de Cultura; de Aurora, José Cícero, de Barro, Sousa Neto, de Lavras da Mangabeira, Cristina Couto e de Crateús, Airineide Aguiar, além de pesquisadores de várias regiões, professores universitarios, alunos, estudiosos e curiosos da temática.



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