quinta-feira, 12 de abril de 2012

Comunicado do sócio Zé Alves - I Congresso Pernambucano das Academias de Artres e Letras



Caro amigo Presidente da SBEC
Lemuel Rodrigues

Provavelmente se tudo ocorrer como agente planeja. Devo estar junto com vocês no XIV Fórum do Cangaço que acontecerá nos dias 11 a 14 de Junho deste ano. Estar se formando e qauase certo. O I Congresso Pernambucano dos Academias de Artres e Letras do Estado de`Pernambuco. O Congresso vai acontecer no Auditório da Academia de Artes e Letras na cidade de Gravatá. Os dias ainda não foi determinado, mas já se sabe que vai ser no mês de Agosto próximo. Logo que for determinado os dias e mês corretamente los avizarei. O encontro vai ter o apoio total União Brasileira de Escritores (UBE). Também com o apoio da UBE vai ser fundada a Academia de Artes e Letras da cidade de Triunfo e a data dos primeiros debates já está marcada para o dia 12 de Maio de 2012. Dyanna Bezerra tem os detalhes. Assim que tiver maiores informações lhe avisarei.

Cordial abraço do seu amigo

Zé Alves.   


sábado, 24 de março de 2012

Preparativos para o XIV Fórum do Cangaço e eleição

Caros amigos e sócios da SBEC,
Estamos preparando o XIV Fórum do Cangaço no periodo de 11 a 14 de junho próximo.
Em breve estaremos divulgando programação oficial.
Lembramos também que na ocasião do fórum estaremos elegendo a nova diretoria para o biênio 2012-2014. Em breve estaremos passando informações sobre o processo eleitoral.
Comunicamos também que o I Encontro Nordeste do Cangaço que estava programado para a cidade de Garanhuns/Pe em outubro próximo foi cancelado.
Abraços cordiais.
Lemuel Rodrigues da Silva

terça-feira, 20 de março de 2012

A construção discursiva de personagens históricos Por:Wescley Rodrigues

Wescley Rodrigues

Mais uma vez vem a baila o livro do ex magistrado Pedro de Morais, intitulado “Lampião, o Mata Sete”, que afirma ter sido o “Rei do Cangaço” um homossexual que viveu um triângulo amoroso e uma relação de fachada com Maria Bonita e Luiz Pedro, seu lugar tenente. As opiniões a cerca da obra são acaloradas, uns criticam, outras tratam-na com ar jocoso, e ainda há aqueles que a demonizam na tentativa de criar uma barreira para que os leitores não tenham acesso a tal produção. A priori deixo claro que não estou aqui para fazer uma defesa do livro em questão, mas para propor um novo olhar que historicamente, sociologicamente e antropologicamente estamos esquecendo, ou não queremos tirar as nossas vendas do comodismo para vislumbrá-la.

Primeiramente é bom salientar que sou completamente contrário a qualquer forma de censura a livros, vivemos em uma sociedade e estado democrático de direito, na qual a liberdade de expressão é princípio elementar que depõe a favor da dignidade da pessoa humana. Só porque um livro vai contra os nossos princípios ou as ideias que temos como verdadeiras, isso não nos autoriza a censurá-lo, pois ao fazermos tal, não estaremos longe do que fez a Igreja Católica com a sua lista de livros proibidos, ou a ditadura militar brasileira que impediu a circulação de toda obra que atentasse contra os seus princípios distorcidos de sociedade.


Não li na integra a obra do referido escritor, haja vista diretamente não poder criticá-lo ou elogiá-lo, mas confesso que pretendo ler, ao contrário da repulsa que alguns amigos pesquisadores do cangaço estão tendo com a obra, pois acredito que só através de uma minuciosa leitura é que estarei gabaritado para fomentar e construir as minhas análises de forma consistente sobre o escrito.

Mas para não me alongar na ideia apresentada, trago ao foco uma questão importante, essa diz respeito à fabricação dos personagens históricos. Antes de Lampião e seus cabras serem protótipos do Nordeste ou da sua dita masculinidade, cabras machos, de fibras, eles são produtos e sujeitos históricos. Como sujeitos históricos são fabricados, construídos, mediante discursos e narrativas. Falo isso por não acreditar em uma verdade histórica, mas uma verossimilhança, uma interpretação autorizada pelos documentos de um passado que já foi, o qual não poderemos resgatá-lo, somente interpretá-lo, representá-lo, mediante os vestígios que chegam ao presente. Essa é uma concepção que atenta de frente contra a teoria positivista de história que ainda vigora na atualidade.


Por ser uma figura histórica que é ditos por um corpus escriturário, Lampião é essa figura que congrega discursos, representações. O livro do Pedro de Morais ajuda-nos a entender um pouco dessas facetas narrativas que os mitos em torno das figuras históricas constroem. Esses são discursos que trazem em si a marca de seu lugar de produção. Por isso, conclamo os amigos a lerem a obra “Lampião, O Mata Sete”, não como um livro de história no sentido positivista, mas, como diriam os teóricos da história francesa, uma vertente de resignificação de personagens históricos a partir de propagandas de épocas distintas, uma página de entendimento de como a fabricação de um mito envolve polêmica e opiniões nem sempre comprováveis, mas que vão tornando-se válidas a partir de sua resignificação simbólica e infiltramento no imaginário e cultura histórica. Tal fabricação de personagens se deu com Napoleão, Hitler, Jesus Cristo, Delmiro Gouveia, Antônio Conselheiro, Padre Cícero, e tantos outros personagens históricos.

Acredito na necessidade de se abri um espaço no Cariri Cangaço 2012 para se debater tais questões fazendo um paralelo com o livro abordado há pouco.

Prof. Ms. Wescley Rodrigues
Sócio da SBEC
Sousa - PB  

Fonte: Cariricangaco.com
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